Yorkshire Terrier: guia completo da raça, cuidados e saúde
Porte, temperamento, manutenção da pelagem, predisposições de saúde e o que considerar antes de levar um Yorkshire para casa.
O Yorkshire Terrier é uma das raças pequenas mais populares do Brasil, e boa parte da procura vem de quem mora em apartamento e quer um cão de porte reduzido. Antes de levar um para casa, vale entender o que a raça exige de fato, porque o tamanho pequeno engana: o Yorkshire dá bastante trabalho de manutenção.
Origem e porte
A raça surgiu no norte da Inglaterra, no condado de Yorkshire, durante o século XIX. Não nasceu como cão de colo: era usada por trabalhadores têxteis e mineiros para caçar ratos em fábricas e minas. Esse passado explica muito do temperamento que a raça mantém até hoje.
Um Yorkshire adulto pesa entre 2 e 3,2 quilos e mede cerca de 20 centímetros de altura na cernelha. Exemplares acima de 3,5 quilos são comuns e não representam problema de saúde por si só, mas fogem do padrão da raça.
Temperamento
O Yorkshire é territorial, alerta e vocal. Late para avisar, e late bastante. Quem espera um cão silencioso vai se frustrar. A herança de caçador de ratos aparece na disposição para perseguir qualquer coisa que se mexa, o que pede atenção em áreas abertas sem cerca.
É apegado à família e tolera mal ficar sozinho por muitas horas. Ansiedade de separação é uma queixa frequente entre tutores da raça.
Cuidados com a pelagem
Aqui está o ponto que mais surpreende quem adota sem pesquisar. O Yorkshire tem pelo, não subpelo, com estrutura parecida com cabelo humano. Ele cresce continuamente e embaraça com facilidade.
A rotina mínima é escovação diária e banho a cada 15 dias, aproximadamente. Sem isso, formam-se nós rentes à pele que só saem com tosa. Muitos tutores optam pela tosa higiênica ou pelo corte curto justamente para reduzir a manutenção, o que é uma decisão legítima.
Em compensação, a raça solta pouquíssimo pelo pelo ambiente.
Saúde e predisposições
As condições mais associadas à raça são:
- Luxação patelar: a rótula sai do lugar. Comum em raças pequenas e uma das principais causas de claudicação.
- Colapso de traqueia: manifesta-se como tosse seca, parecida com um grasnado. É a razão pela qual peitoral é preferível a coleira nesta raça.
- Doença periodontal: o acúmulo de tártaro é acelerado. Escovação dos dentes e avaliação odontológica periódica não são supérfluos.
- Shunt portossistêmico: alteração vascular congênita do fígado, mais frequente na raça do que na média.
- Hipoglicemia em filhotes: queda de açúcar no sangue, risco real nos primeiros meses.
Nada disso é sentença. São pontos que orientam o que observar e o que conversar com o veterinário nas consultas de rotina.
Expectativa de vida
De 12 a 16 anos, com acompanhamento veterinário regular e controle de peso. É uma das raças mais longevas, o que significa um compromisso de mais de uma década.
Vive bem em apartamento?
Vive, e é uma das raças mais adequadas para isso pelo porte. Mas apartamento não elimina a necessidade de exercício: dois passeios diários e brincadeiras que estimulem o faro atendem bem. Um Yorkshire sem gasto de energia se torna um Yorkshire que late.
Quanto custa manter
Os custos recorrentes de um cão desse porte concentram-se em quatro frentes: alimentação, banho e tosa, vacinação e antiparasitários, e consultas de rotina. A frequência de banho e tosa é o item que mais pesa em relação a outras raças pequenas, justamente pela pelagem.
Antes de decidir
O Yorkshire é indicado para quem tem tempo de dedicar à pelagem e tolerância a um cão vocal. Não é indicado para quem passa o dia inteiro fora, nem para quem procura um cão de baixa manutenção.
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